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11º Use as bordas e valorize os elementos marginais

Acontece um fenômeno muito importante nas bordas: o encontro entre realidades diferentes. Um dos motivos pelos quais a cidade de São Paulo se tornou a maior metrópole do Brasil é o fato dela estar numa região de bordas. Pouca gente sabe, mas antes de receber a sua capa de concreto, nossa cidade possuia uma das mais ricas biodiversidades do continente. O motivo é simples: estar situada entre o cerrado e a mata atlântica. Quando dois biomas se encontram nós temos uma diversidade enorme de espécies resilientes, capazes de cruzar de cá para lá, de sobreviver em “universos” diferentes. Portanto é importante estarmos atentos à região das bordas que oferecem, além de limites, riquezas e possibilidades improváveis nos centros.
Aumentando-se a borda entre o terreno e a margem de uma represa pode-se aumentar a produtividade de ambos. Um design que percebe o limite como uma oportunidade e não como um problema tem maiores chances de sucesso e adaptação (HOLMGREN, 2007)
Mais uma vez usando a cidade de São Paulo como exemplo, temos nas bordas os mananciais que garantem o fornecimento de água da cidade,  é nas hortas periurbanas onde são produzidas boa parte das hortaliças que abastecem os mercados da cidade e seu Cinturão Verde oferece importantes serviços ambientais para a cidade. Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Foto: Instituto Água O Instituto Florestal elenca os 10 grandes benefícios do Cinturão Verde para a cidade São Paulo:
  • abriga os mananciais que abastecem a cidade e as cabeceiras e afluentes dos rios que cortam a área urbana;
  • estabiliza o clima, impedindo o avanço das ilhas de calor em direção à periferia;
  • auxilia na recuperação atmosférica filtrando o ar poluído, principalmente de substâncias particuladas;
  • abriga grande biodiversidade de espécies;
  • protege os solos de áreas vulneráveis, onde se produzem chuvas torrenciais, amenizando as enchentes na malha urbana;
  • uso social
  • garante parte da segurança alimentar das cidades;
  • constitui reserva do patrimônio cultural;
  • apresenta forte potencial para novas descobertas científicas;
  • estimula as atividades autosustentáveis.
Foto de satélite LANDSAT da RBCV  

Conheça os outros princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.