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9º – Use soluções pequenas e lentas

Recém formado no meu PDC, queria emplementar todos os sistemas que aprendi no curso em minha casa. Já tinha cisternas e composteiras em casa, mas queria tudo: instalar um biodigestor, o aquecimento solar, a leira de compostagem para as folhas do quintal, o telhado verde, tratamento de águas cinzas, ampliar a área da horta, estava ávido por mudar tudo de uma vez.

Acontece que cada sistema tem necessidades específicas, que você só entende, a partir do momento em que começa a usar. E a gente leva um tempo para se adaptar. Erramos no processo e tudo isso faz parte do nosso aprendizado. Como não tinha dinheiro para obras, comecei as ações em casa produzindo a famosa enzima cítrica.

Não queria investir no açúcar mascavo, então fiz várias levas com açúcar branco. Obviamente não fermentou tão bem quanto as primeiras com o ingrediente da receita original. Buscando outras formas de economizar, tentei usar rapadura. Também não fermentou tão bem. Cada teste desses levou meses para me oferecer um resultado. Depois de um ano de práticas, teimando contra a receita original, afim de economizar dinheiro entendi que o negócio não era encontrar um ingrediente mais barato para a minha receita e sim um fornecedor mais barato para o ingrediente com a qualidade adequada.

Ao invés de instalar sistemas novos, decidimos mudar hábitos que não requerem reforma: substituímos as buchas sintéticas por buchas vegetais. Já havíamos substituído os produtos de limpeza pelas enzimas (que levaram um ano para ficarem realmente boas), as vassouras de plástico pelas de palha e então chegamos nas buchas. Um passo por vez, com tempo para nos adaptarmos.

Cinco anos depois de formado, com todos os aprendizados de todos os sistemas instalados em casa começamos a nossa produção de alimentos no sistema de aquaponia. Se estivéssemos aprendendo tudo ao mesmo tempo, não conseguiríamos dar a devida atenção ao processo o que poderia custar a vida dos peixes.

Um sistema por vez, um aprendizado por vez. Passos pequenos e lentos garantem que você consiga fazer todas as mudanças desejadas na sua vida de forma orgânica, consistente, sustentável. 

Observando os padrões no seu espaço, o que você encontra? Eles te inpiram de alguma maneira? Poderia algum deles se transformar numa intervenção no seu lugar? 

Bom trabalho de observação, até o próximo princípio de planejamento permacultural! 

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

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6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

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