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12º Responda criativamente às mudanças

Sim, quando nos propomos a fazer um planejamento permacultural de um espaço, prevemos o que, quando, onde e como os elementos serão distribuídos. Mas quem está integrado com a natureza sabe: ela num cabe em nenhuma caixinha. Então, sempre, em todos os designs que já foram feitos no planeta, ocorrem imprevistos: tal planta não gostou daquele lugar, surgiram espontâneas não previstas no projeto que se dão muito melhor com aquelas condições, a vaca estourou a cerca, a chuva não veio, ou choveu muito mais do que o previsto, enfim, são inúmeras as possibilidades de imprevisões que, certamente, aparecerão durante a implementação do seu planejamento.

Um exemplo bem presente no cotidiano de todos os leitores deste post é a migração para as atividades online. Com a restrição do contato físico causado pelo surgimento da pandemia do COVID 19, quem conseguiu se adaptar para o mundo virtual conseguiu manter seu projeto rodando.

O autor deste post, com a crise da falta d”agua em São Paulo em 2014, tornou-se cisterneiro, instalou centenas de sistemas e capacitou centenas de pessoas Brasil adentro através do projeto Escola de Cisterna. É tudo uma questão de ponto de vista: torneiras secas enquanto as chuvas  alagam a cidade. Crises geram oportunidades e é também sobre isso que fala este princípio.

Conheça os outros princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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11º Use as bordas e valorize os elementos marginais

Acontece um fenômeno muito importante nas bordas: o encontro entre realidades diferentes. Um dos motivos pelos quais a cidade de São Paulo se tornou a maior metrópole do Brasil é o fato dela estar numa região de bordas. Pouca gente sabe, mas antes de receber a sua capa de concreto, nossa cidade possuia uma das mais ricas biodiversidades do continente. O motivo é simples: estar situada entre o cerrado e a mata atlântica. Quando dois biomas se encontram nós temos uma diversidade enorme de espécies resilientes, capazes de cruzar de cá para lá, de sobreviver em “universos” diferentes. Portanto é importante estarmos atentos à região das bordas que oferecem, além de limites, riquezas e possibilidades improváveis nos centros.
Aumentando-se a borda entre o terreno e a margem de uma represa pode-se aumentar a produtividade de ambos. Um design que percebe o limite como uma oportunidade e não como um problema tem maiores chances de sucesso e adaptação (HOLMGREN, 2007)
Mais uma vez usando a cidade de São Paulo como exemplo, temos nas bordas os mananciais que garantem o fornecimento de água da cidade,  é nas hortas periurbanas onde são produzidas boa parte das hortaliças que abastecem os mercados da cidade e seu Cinturão Verde oferece importantes serviços ambientais para a cidade. Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Foto: Instituto Água O Instituto Florestal elenca os 10 grandes benefícios do Cinturão Verde para a cidade São Paulo:
  • abriga os mananciais que abastecem a cidade e as cabeceiras e afluentes dos rios que cortam a área urbana;
  • estabiliza o clima, impedindo o avanço das ilhas de calor em direção à periferia;
  • auxilia na recuperação atmosférica filtrando o ar poluído, principalmente de substâncias particuladas;
  • abriga grande biodiversidade de espécies;
  • protege os solos de áreas vulneráveis, onde se produzem chuvas torrenciais, amenizando as enchentes na malha urbana;
  • uso social
  • garante parte da segurança alimentar das cidades;
  • constitui reserva do patrimônio cultural;
  • apresenta forte potencial para novas descobertas científicas;
  • estimula as atividades autosustentáveis.
Foto de satélite LANDSAT da RBCV  

Conheça os outros princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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10º – Use e valorize a diversidade

O que acontece quando acaba a água na sua casa? Você fica sem, certo? Quando aplicamos direitinho os princípios do planejamento permacultural, a resposta é outra. Sem a água da rua, usaremos a água da chuva. O permacultor quando planeja a sua morada pensa sempre nisso: todos os recursos importantes da casa precisam ter pelo menos duas fontes diferentes. Se você tem uma fonte só e ela acaba, você fica sem. Se você tem pelo menos duas, tem um plano B.

Outro exemplo são as fontes de energia elétrica: não adianta ter só um sistema fotovoltáico e não ter um plano B. Três dias nublados consecutivos podem acabar com a sua autonomia. Será que não vale a pena então termos uma ligação com a concessionária para emergências? Uma mini turbina eólica? Passa um rio na propriedade? Além do sistema solar, será que não vale a pena termos também uma mini hidrelétrica?

 

Produção de alimentos

É por isso que monocultura não tem nada a ver com a permacultura. A gente gosta é dos sistemas agroflorestais: um monte de plantas juntas ocupando o mesmo espaço, exatamente como na floresta. Em cada momento do ano, alguma coisa diferente está frutificando. Em consórcios como a milpa (milho, feijão e abóbora) o milho serve de suporte para o feijão subir, que por sua vez libera nitrogênio que a abóbora, forrageira, que vai deixar o solo coberto e úmido para as outras, adora!

Sim, agrofloresteiros experientes vão usar muito mais de 3 plantas em seus canteiros. A observação dos ciclos naturais vai permitir que o agrofloresteiro misture dezenas de plantas no seu canteiro, atraindo uma biodiversidade imensa de insetos, pássaros e outros animais que vão dispersar sementes pela área toda, em troca de uma parte da produção.

Agrofloresta fonte: agroecologia.org.br

Não é uma beleza, uma biodiversidade imensa se beneficiando de um plantio? Uma biodiversidade imensa se beneficiando do seu açude que é apenas um dos seus sistemas de amarzenamento de águas? É a diversidade que garante a resiliência dos sistemas. Quem coloca todos os ovos numa cesta só, quando leva um tombo perde tudo.

 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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Centro de distribuição de alimentos agroecológicos é inaugurado em São Paulo

Em plena pandemia de corona virus a cidade de São Paulo ganhou um novo presente: um entreposto de alimentos agroecológicos produzidos no cinturão verde da cidade, o Galpão Agroecológico.

Com a saúde em risco por conta do novo vírus e a economia em crise por conta da quarentena, milhares de pessoas em vulnerabilidade viram as suas situações ainda mais agravadas. Com a fome e as enfermidades batendo com força à porta de tantas famílias nasce na cidade uma iniciativa, os Anticorpos Agroecológicos. O grupo arrecadou dinheiro com quem pode doar e comprou alimentos provenientes da agricultura familiar afim de distribuí-los para quem precisa nas periferias da cidade.

Depois de 9 toneladas de alimentos doados providos por 19 núcleos de produção agroecológica, distribuídos graças ao apoio de dezenas de voluntários, atendendo a 110 comunidades na periferia da capital paulista, a rede conseguiu locar um espaço no bairro do Rio Pequeno, no subdistrito do Butantã, na zona oeste de São Paulo. 

Segundo Lucas Ciola, um dos fundadores do Anticorpos Agroeológicos, os produtores da rede agroecológica paulista já careciam de um entreposto dentro da cidade de São Paulo mesmo antes da chegada do vírus e como toda crise traz oportunidades, “a pandemia propiciou conseguirmos esse espaço para chegada e armazenamento dos alimentos na cidade e nós esperamos mantê-lo mesmo depois que a crise passar”.

Agroecologia: remédio contra a pandemia

Para quem não tem familiaridade com o movimento da agroecologia, falamos de “uma rede de coletivos que planta, colhe, doa alimentos, apoia agricultores familiares e a preservação da natureza, ocupa espaços urbanos com hortas, busca conexões com o mundo rural, faz barulho e pressão por políticas públicas que levem abundância e qualidade nutricional para a população, inclusive tirando o veneno dos nossos pratos e da nossa água” explica a co-deputada estadual pela Bancada Ativista, Cláudia Visoni.

Para poder distribuir os alimentos produzidos no cinturão verde de Sampa dentro da capital, se faz necessário um entreposto, ou seja, um centro de distribuição que receba os caminhões de madrugada cheios de comida recém colhida e armazene tudo em condições adequadas até que os distribuidores locais venham buscar. 

No modelo atual de distribuição de comida fresca da capital paulista, toda a produção do Brasil vai parar num único local, o CEAGESP, onde todos os distribuidores incluindo as redes de supermercados, lojas, sacolões, feirantes etc vão buscar a comida que será então vendida para o consumidor final.

Sabe aquele melão amarelinho, lindo e maravilhoso que custa uma fortuna no supermercado do seu bairro? Foi comprado do produtor a um valor baixíssimo, produzido com um monte de agrotóxico e rodou mais de 3 mil kilômetros para chegar do Ceará até o CEAGESP, queimando um monte de óleo diesel ao longo de todo o caminho até se encontrar com todos os demais produtos que vem de longe até se encontrarem na avenida mais poluída do Brasil, a Gastão Vidigal, onde fica nosso único centro de distribuição. 

Modelo descentralizado

A rede agroecológica paulista propõe um modelo diferente. Ao invés de concentrarmos tudo o que vem de longe num único centro de distribuição, sua proposta é fomentar a criação de vários galpões espalhados pelos quatro cantos da cidade, cada um recebendo alimentos produzidos perto de si. 

O Galpão Agroecológico surgiu no bairro do Rio Pequeno, na zona Oeste paulistana, e os principais fornecedores hoje são a Rama Rede Agroecológica de Mulheres Agricultoras da Barra do Turvo, e também o MST da regional grande São Paulo e eventualmente de outras regiões.  Nenhum dos alimentos vendidos no galpão levou veneno para ser produzido e todos vieram de coletivos, cooperativas, redes ou movimentos que produzem no sistema de agricultura familiar, pagando um valor justo e tratando as familias produtoras com o devido respeito e admiração.

Feira livre com comida orgânica, educação ambiental e arte

Além de atuar como centro de distribuição, o Galpão Agroecológico atua também pretende atuar como feira-livre aos sábados, oferecendo ao público da Zona Oeste a possibilidade de comprar seus alimentos por ali mesmo (acompanhe a programação na página antes de sair de casa).

Além da venda de comida e de alimentos beneficiados pela rede agroecológica como geléias, pães, molhos, cervejas artesanais e até vinhos orgânicos, a idéia é que aos poucos o galpão receba atividades culturais: shows, oficinas de permacultura e demais atividades culturais que facilitem a integração entre o público da região e os princípios da agroecologia. 

Segundo Juliana Prado, gerente do espaço, “a feira tem como objetivo ajudar o galpão a se tornar sustentável a longo prazo, que é um projeto social que visa a promoção e fomento da agroecologia aqui no bairro”.

A feira do galpão está aberta a receber novos produtos dos produtores agroecológicos das cercanias paulistanas e também de artesãos interessados em vender seus produtos por consignação na feira. Os interessados podem falar diretamente com a turma dos Anticorpos Agroecológicos via redes sociais

A idéia é boa? Bora apoiar!

A iniciativa está no começo, é pequena e enfrenta muitos desafios pela frente, mas tem tudo para ser um belo exemplo para ser seguido por toda a cidade. Quer fortalecer o projeto? Entre na página dos Anticorpos Agroecológicos, compre seus produtos, divulgue para a sua rede e acompanhe de perto a sua trajetória.

Serviço

Endereço: Av. Otacilio Tomanik, 926, Butantã
Horário de atendimento: consulte-os via redes sociais.

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9º – Use soluções pequenas e lentas

Recém formado no meu PDC, queria emplementar todos os sistemas que aprendi no curso em minha casa. Já tinha cisternas e composteiras em casa, mas queria tudo: instalar um biodigestor, o aquecimento solar, a leira de compostagem para as folhas do quintal, o telhado verde, tratamento de águas cinzas, ampliar a área da horta, estava ávido por mudar tudo de uma vez.

Acontece que cada sistema tem necessidades específicas, que você só entende, a partir do momento em que começa a usar. E a gente leva um tempo para se adaptar. Erramos no processo e tudo isso faz parte do nosso aprendizado. Como não tinha dinheiro para obras, comecei as ações em casa produzindo a famosa enzima cítrica.

Não queria investir no açúcar mascavo, então fiz várias levas com açúcar branco. Obviamente não fermentou tão bem quanto as primeiras com o ingrediente da receita original. Buscando outras formas de economizar, tentei usar rapadura. Também não fermentou tão bem. Cada teste desses levou meses para me oferecer um resultado. Depois de um ano de práticas, teimando contra a receita original, afim de economizar dinheiro entendi que o negócio não era encontrar um ingrediente mais barato para a minha receita e sim um fornecedor mais barato para o ingrediente com a qualidade adequada.

Ao invés de instalar sistemas novos, decidimos mudar hábitos que não requerem reforma: substituímos as buchas sintéticas por buchas vegetais. Já havíamos substituído os produtos de limpeza pelas enzimas (que levaram um ano para ficarem realmente boas), as vassouras de plástico pelas de palha e então chegamos nas buchas. Um passo por vez, com tempo para nos adaptarmos.

Cinco anos depois de formado, com todos os aprendizados de todos os sistemas instalados em casa começamos a nossa produção de alimentos no sistema de aquaponia. Se estivéssemos aprendendo tudo ao mesmo tempo, não conseguiríamos dar a devida atenção ao processo o que poderia custar a vida dos peixes.

Um sistema por vez, um aprendizado por vez. Passos pequenos e lentos garantem que você consiga fazer todas as mudanças desejadas na sua vida de forma orgânica, consistente, sustentável. 

Observando os padrões no seu espaço, o que você encontra? Eles te inpiram de alguma maneira? Poderia algum deles se transformar numa intervenção no seu lugar? 

Bom trabalho de observação, até o próximo princípio de planejamento permacultural! 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

Mutirão em pracinha na Brasilândia durante o PDZ ZN do PermaSampa em parceria com o Kolombolo Dia Piratininga
Cursistas preparando os canteiros para plantio na pracinha.
Galera reunida levando as mudas para o plantio. Na hora do mutirão nem o pé quebrado tira a alegria dos participantes.
Além de linda, a praça também ficou super divertida!
Muros do Kilombolo pintados com tinta de terra
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O ícone deste princípio faz alusão a pessoas em círculo, abraçadas, unidas. Quem já participou de um mutirão sabe do poder que sentimos quando vemos aquela tarefa penosa que levaríamos semanas para executá-la sendo realizada em um único dia, com leveza, entre risadas, cantoria e com direito a lanche coletivo sentado à sombra da maior árvore do lugar.

Eficiência, produtividade e prazer: esse é o poder da interdependência.

Além de fortes, juntos nós também somos mais felizes. E esse fenômeno não acontece só com os seres humanos e outros animais. Também vemos essa relação entre as plantas. Nas florestas, as árvores mais velhas, de raízes mais profundas, vão buscar água lá em baixo no lençol freático para as mais jovens. E ali entre as raízes rola uma rede de trocas tão complexa que mal podemos compreender. É por isso que uma agrofloresta produz até 5 vezes mais alimentos por hectare do que uma monocultura. Estamos falando de integração: plantas que crescem juntas e felizes.

Agrofloresta
Foto: agroflorestadofuturo.com.br

Integramos a composteira com a cozinha, a horta com a composteira e a cisterna com a horta. Tudo interconectado. Portanto o oitavo princípio do planejamento permacultural nos reforça a idéia de interdependência e nos orienta a conectarmos tudo: animais (incluindo você e eu), plantas, sistemas. Quanto mais integração, mais abudância.

Vamos juntos ao próximo princípio?

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

Publicado em

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando.

As vezes as árvores nos impedem de ver a floresta.

Sobre os padrões

Se você parar para observar com cuidado, vai perceber que a natureza está cheia de padrões. E atentando-se a eles, perceberás que linha reta é coisa rara na natureza. Perdoem-me os terraplanistas, mas nem no horizonte temos uma linha reta. Repare no desenho dos rios, das folhas, das árvores, das montanhas, sempre sinuosos, muitas vezes espiralados, ou circulares. 

Vamos tomar como exemplo o nosso famoso Rio Pinheiros, aqui em São Paulo: no seu trajeto original, nosso rio era cheio de curvas, irrigava a maior área possível e todo o seu entorno. Quanto mais longo o seu percurso, maior a área que um rio consegue hidratar.  Retificado, o rio percorre o caminho mais curto possível. Mas esse não é o desejo das águas, é o desejo dos automóveis.

Acontece que não há obra de engenharia capaz de conter os desejos d’água: durante o período mais pesado das chuvas nós teremos inundações. As águas querem área de várzea, inundar as planícies distribuindo os nutrientes que carregam, levando a vida mais longe. 

Olhando de fora, um design apropriado para o urbanismo paulistano incluiria um enorme parque linear ao longo dos nossos rios, permitindo à população gozar do contato com as águas e com o verde durante o outono, inverno e primavera e no verão, nosso parque seria inundado, como acontece todos os anos com as áreas de várzea. Um design apropriado não luta contra a natureza, a observa, compreende e propõe interações que aproveitam as suas características cíclicas, os seus padrões que, queiramos ou não, se repetirão a cada repetição do ciclo.

 

 

Parque Linear Fiat Lux. Desenho de Eduardo Pizarro

Observando os padrões no seu espaço, o que você encontra? Eles te inpiram de alguma maneira? Poderia algum deles se transformar numa intervenção no seu lugar? 

Bom trabalho de observação, até o próximo princípio de planejamento permacultural! 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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6º – Não produza desperdícios

A minhoca no ícone do sexto princípio de design em permacultura já diz muito: ela representa a compostagem.

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências. Vou dar e exemplo clássico do limão:

Seu sumo vira suco, tempero para a salada. A casca, vai virar produto de limpeza, enzima cítrica. Três meses depois, já devidamente fermentada e pronta a enzima, o bagaço vai para a leira de compostagem. Mais três meses depois, o adubo vai para o solo para produzir mais alimentos. Fechamos um ciclo e geramos zero desperdício.

No caso da bananeira, o coração vai pra panela, as frutas a gente come, as cascas também viram bolo, o “tronco” vai virar cobertura de solo para a horta e as folhas serão usadas para envolver alimentos no forno. A planta todinha pode ser utilizada se a gente quiser. E digo mais:

Todos os nutrientes que o seu corpo não absorveu dessa bananada toda que você comeu e que mandou descarga abaixo também podem ser saneados ecologicamente usando um vermifiltro por exemplo e o adubo fruto desse processo pode ser encaminhado para um círculo de bananeiras, fechando outro ciclo!

Fazer reúso da água da máquina de lavar é fácil e te ajuda a economizar mais de 60 litros a cada lavagem. A água da pia pode ser recolhida na bacia ou então pode receber um sistema de tratamento de águas cinzas, podendo ser reutilizada na rega das suas hortaliças, para a lavagem de piso ou na descarga, se você quiser.

A bicicleta velha que está enferrujando pode receber uma linda atenção, uma lubrificação, troca de cabos e regulagem e pimba, voltar a rodar! O velho par de tênis está bonzinho por cima, mas com um buraco na sola? Sapateiro resolve, novo de novo.

#reusar #reciclar #compostar são palavras chave do sexto princípio do planejamento permacultural.

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

Uma das maiores alegrias no planejamento permacultural é quando conseguimos transformar nossos os problemas em soluções. Um exemplo clássico é o do nosso cocô: recurso renovável e abundante, quando vai para o rio é poluição, mas quando vai para um biodigestor é transformado em biofertilizante e biogás! Veja que maravilha, produzindo biogás em casa, deixamos de consumir o gás proveniente da exploração do petróleo. E graças ao fertilizante líquido que também é produto da biodigestão, nos livramos dos adubos industrializados.

Nosso amigo Fábio Miranda nos mostra que fazer biodigestão não é tão complicado assim e que é possível se produzir biogás também nos centros urbanos, inclusive utilizando materiais reciclados, como ele faz na sua casa, numa das comunidades mais densas de São Paulo, o Jardim Nakamura.

Portanto para quem faz permacultura na cidade, madeiras e tubos de PVC encontrados em caçambas, garrafas PET, bombonas de transporte de alimentos e demais recursos vistos por alguns como “lixo”, podem ser encarados sim como recursos renováveis, uma vez que não paramos de produzí-los.

Fábio Miranda e seu Biodigestor no Instituto Favela da Paz

Tá, você não produz gás suficiente para a sua cocção diária? Que tal utilizar um forno solar, como nos ensina o mestre Edison Urbano? Já que falamos em energia do sol, podemos aproveitá-la não só para cozinhar, mas para aquecer a água do nosso banho e gerar energia elétrica, através dos sistemas fotovoltáicos.

Bioconstruir a sua casa com recursos locais também é uma ótima maneira de evitar os recursos não renováveis. Vai cavar um açude? Opa, temos terra para erguermos uma bela casa! Tem uma touceira de bambu gigante aí pertinho? Ta aí uma bela opção de material para a estrutra da sua casa.

A permacultora Julhiana Costal do Arboreser dá belos exemplos de como usar a energia renovável no dia-a-dia. Escute-a:

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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Entenda o que é um Vermifiltro e como as minhocas podem nos ajudar a resolver o problema do saneamento básico no Brasil.

Esquema de um Vermifiltro Fonte Tonetti et al 2018

O vermifiltro (ou filtro biolítico) é um sistema de saneamento super simples que funciona basicamente como um minhocário que recebe as águas da privada da casa. Conforme você pode ver no desenho feito pelo pesquisador da UNICAMP Adriano Tonetti, a descarga da água da privada entra por cima no filtro, onde moram as minhocas. Os resíduos sólidos, ou seja, o cocô, vai virar janta de minhocas. Os líquidos vão escorrer pelo sistema que possui camadas de palha ou serragem e pedras antes de sair por um “ralo” no fundo.

A idéia parece estranha numa primeira leitura mas acreditem, esse filtro atua como 3 sistemas de tratamento integrados em um só:

  1. ele remove sólidos (cocô) cumprindo a função da fossa séptica
  2. diminui a cor e turbidez das águas atuando como um filtro
  3. o xixi das minhocas mata as bactérias da água, atuando como um desinfectante

Bom, bonito e barato.

O mais incrível é que um sistema desses pode ser construído fazendo reúso de uma bombona de transporte de alimento (como as que utilizamos para fazer as famosas minicisternas), mais umas poucas peças de tubulação de esgoto, ou seja, é um sistema de saneamento de esgoto super acessível e simples, podendo portanto ser replicável em diversas comunidades mundão adentro. No Chile por exemplo, a tecnologia já é super replicada e começou a ser utilizada na descentralização do tratamento do esgoto desde 1998.

Manejo periódico

Obviamente nem tudo são flores, principalmente quando falamos de esgoto: o sistema requer manejo a cada aproximadamente 6 meses. Se poucas pessoas utilizarem o sistema e ele for bem dimensionado, o manejo pode ser anual. Simples, o manejo consiste em adicionar nova palha ao sistema. É isso mesmo, não é necessário remover o humus (cocô das minhocas) de dentro do vermifiltro. A água da descarga derrete esse humus que sai do sistema como efluente líquido.

Água sanitária ou desinfectantes químicos? hmmmm…

Outro ponto importante ao qual é importante nos atentarmos é que a partir do momento em que temos minhocas no nosso sistema de tratamento de esgoto, não podemos mais usar água sanitária e demais produtos industrializados na limpeza do nosso vaso sanitário. Ou seja, o usuário desse sistema precisa aderir a uma mudança de hábitos e passar a utilizar produtos naturais para faxinar o seu banheiro. Esses produtos podem ser feitos em casa através da fermentação da casca de frutas cítricas que sobraram da cozinha como ensina a receita da enzima do lixo.

Veja como foi a instalação de um dos 15 vermifiltros instalados em São Francisco Xavier pelo projeto Protegendo as Águas, orientados pela Fluxus.

É preciso separar as águas.

Outro detalhe para nos atentarmos é o fato desse filtro receber exclusivamente a água das descargas. Ou seja, caso o esgoto da sua casa esteja todo unificado – águas do banho, cozinha, lavanderia e do vaso sanitário juntas – será necessário primeiro separá-las antes de implementar o sistema para o tratamento do seu esgoto. Lembrando que para cada qualidade de águas usadas em casa existe um tratamento específico que pode ser adotado a fim de conseguirmos reutilizá-las dentro de casa ou infiltrá-las no solo, no seu belo pomar,  por exemplo…

Fatores limitantes.

Se por acaso o lençol freático do seu terreno for bem alto, tipo cavou achou água, então o vermifiltro não é uma tecnologia indicada para a sua situação. Se o nível do lençol tiver mais de um metro e meio de profundidade então está tudo certo!

Uma última coisa importante para nos atentarmos é que para o sistema funcionar da forma mais simples, precisamos que o terreno possua um desnível, uma vez que o líquido sai por baixo do reservatório. Se o terreno for plano é necessária a utilização de uma bomba, o que deixa o sistema um pouco mais complexo e pode ser, em alguns casos, um fator limitante à sua utilização. A situação ideal para o uso dessa tecnologia requer um quintal com declividade, muito mais fácil portanto de ser replicável em zonas rurais.

Caso você precise de informações técnicas sobre o assunto, dê uma olhada na revista DAE no. 220 a partir da página 128. Bons estudos!

Como fazer um vermifiltro?

Ah sim, se você é da mão na massa e quer aprender a fazer o seu próprio sistema, a nossa amiga Karin Hanzi do Epicentro Dalva ensina o passo a passo de como construir um vermifiltro no vídeo aqui abaixo. Divirta-se!