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Reporter ECO

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Kombi Zeolina com gerador de hidrogênio


Nossa querida kombi Zeolina estrelou no programa Repórter Eco da TV Cultura. Graças ao seu gerador de hidrogênio, ela polui menos e economiza gasolina como explica a reporter Cláudia Tavares. Mostram o tra A reportagem apresenta também o Bando de Seu Pereira, trabalho musical de um dos integrantes do Permacultores, o cisterneiro Vinicius Pereira. Sua música fala das águas e dos nossos antepassados, dos imigrantes. Escute sem moderação em http://biscoitodobando.com  

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Manejo de lagoas urbanas: Praça Victor Civita

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No mês de novembro de 2018 o coletivo Permacultores Urbanos foi contratado para o manejo da lagoa da Praça Victor Civita. Para cumprir a tarefa foram convocados 3 integrantes: Andrea Pesek, Vinicius Pereira e Léo Tannous. Fizeram uma bela poda paisagística na lagoa, contendo o excesso de plantas aquáticas e oferecendo espelho d’água para a luz do sol. Toda a biomassa proveniente da poda foi utilizada na cobertura dos canteiros da horta da praça, pelos amigos do coletivo Pé de Feijão. Foram introduzidas também novas espécies aquáticas como o “pinheirinho d’água”, a “alface d’água” e o papiros gigante. Foram também manejadas algumas espécies encontradas na própria praça, que agora também fazem parte da flora da lagoa. A lagoa da Praça Victor Civita é o último estágio do sistema de saneamento ecológico do edifício, ou seja, todo o esgoto do prédio é tratado de forma responsável e neste último estágio a água já se encontra cristalina, sem cheiro e precisa receber então a luz do sol, para que os raios UV ajudem a terminar de eliminar os patógenos presentes na água tratada. Os peixes, as plantas e toda a biodiversidade, assim como os contratantes, ficaram felizes. Felizes também estamos nós com mais uma lagoa manejada com amor e carinho pelos Permacultores Urbanos. Confira o vídeo!

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HHO: a tecnologia da transição entre os motores à combustão e os elétricos

 

O futuro começa com H

“Ele tem um currículo de dar inveja. Mais de 90% de toda a matéria que vemos no universo é hidrogênio. Ele é fundamental para a vida: compõe a água e quase toda matéria orgânica, além de ser a fonte de energia do Sol, que funde 600 milhões de toneladas desse gás por segundo. Mais de 90% de todos os átomos existentes no universo são de hidrogênio. Ele também inspirou muitas das pesquisas mais importantes do último século – foi pesquisando o hidrogênio que os cientistas descobriram desde a origem do universo até os elementos que compõem os átomos. Ele também abastece as naves que levam o homem ao espaço (e às vezes as transforma em uma enorme bola de fogo).

Já é bastante, mas espera-se dele ainda mais. A humanidade depende do hidrogênio para, daqui a no máximo 50 anos, mover indústrias, carros e aviões. Ele pode ser extraido da água a um custo irrisório e gerar energia.”

Disse Rafael Kenski na matéria “O futuro começa com H” da revista Super Interessante

Na matéria citada acima o autor fala sobre os carros elétricos, que contam com hidrogênio como fonte de combustível. Já existem dezenas de modelos desenvolvidos pela indústria automobilística rodando pelas estradas do Japão, Estados Unidos, em vários países da Europa e inclusive no Brasil. São os carros do futuro, silenciosos, não poluentes e muito mais eficientes que os modelos à combustão atuais.

HHO: a tecnologia da transição

Segundo a mestre em engenharia Samara Pineschi, autora da primeira tese de mestrado sobre o HHO no Brasil (UFMG, 2013), a nossa frota atual, poluidora e consumidora de combustíveis não renováveis, pode se adaptar numa frota limpa, muito mais eficiente energeticamente e sensivelmente menos poluente.

Para realizar tal façanha, a pesquisadora diz que os geradores de HHO (gás rico em hidrogênio), que fazem a eletrólise da água dentro do automóvel serão a tecnologia da transição entre a frota poluidora atual e a nova frota verde de motores elétricos movidos a hidrogênio puro.

Entenda como funciona um kit gerador de hidrogênio.

Atualmente no Brasil e no mundo vários grupos de pesquisadores interdependentes compartilham seus conhecimentos e constróem, de forma colaborativa, soluções para a conversão da frota atual, a exemplo do grupo brasileiro HHO Experts.

Com boa vontade política e investimentos públicos e privados, poderemos potencializar as pesquisas e desenvolvimento tecnológico afim de tornarmos viável essa transição.

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Como funciona um kit de hidrogênio veicular?

O uso do hidrogênio em motores à combustão como o dos nossos carros, motos, ônibus, navios e aviões não é novidade.

A primeira patente de um motor movido à hidrogênio data de 1918, registrada nos Estados Unidos por Charles H. Frazer. De lá pra cá, centenas de pesquisadores investiram horas desenvolvendo tecnologias usando hidrogênio como combustível e, na sua maioria, tiveram seus projetos silenciados pela indústria do petróleo.

No Brasil, o mestre Nicanor de Azevedo Maia, professor da Universidade Federal do Rio Grandedo Norte lançou em 1973 um manual para “Obtenção e emprego do hidrogênio em motores”. No auge da ditadura militar seu laboratório foi desmontado, todos os seus inventos roubados e sua história, arquivada.

Hoje em dia, com a difusão da internet, é possível encontrar com facilidade o esquema de montagem de um reator de hidrogênio para uso veicular e até mesmo comprar kits prontos no Mercado Livre.

Polêmicos, os kits de hidrogênio geram muitas controvérsias e discussões nas redes sociais. Grande parte dos compradores de kits ficam insatisfeitos com a compra e relatam conseguir pouquíssima ou nenhuma economia do combustível original do carro. Isso acontece porque existem vários fatores determinantes para que o HHO funcione corretamente num veículo, como veremos mais adiante.

Como funciona um kit HHO?

O conceito do kit de HHO veicular é muito simples. Num reservatório de água colocamos água com eletrólito, que por gravidade desce até o reator, que recebe uma descarga elétrica com energia proveniente da bateria do carro, separando as moléculas do H2O em HHO.

Esse gás HHO, é rico em hidrogênio e oxigênio e é conduzido por uma mangueira até a entrada de ar do motor, até explodir junto com a gasolina, servindo como um catalizador da queima, aumentando a eficiência do motor e gerando economia de combustível e redução da emissão de poluentes.

Na média, um kit de HHO instalado de forma correta propicia a economia de 30% de combustível, seja ele gasolina, diesel, etanol ou GNV. Porém há pesquisadores que conseguem mover motores 100% à HHO, como é o caso do paulista Ricardo Azevedo, que faz sua moto NX 200 rodar somente com gás HHO.

Aprenda como instalar de um kit de HHO no seu carro.

Confira 5 dicas importantes para fazer seu kit de hidrogênio funcionar.

Com a palavra, um mestre em HHO

Assista o que diz o mestre em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Denício Coelho, autor da tese “gás produto de eletrólise utilizado em motores de combustão interna”.

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PermaSampa

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O PermaSampa, fundado em 2015, tem como missão desenvolver e multiplicar a Permacultura Urbana na cidade de São Paulo, pautando-se sempre nos três princípios éticos fundamentais dessa prática: cuidar das pessoas, cuidar do planeta e partilhar os excedentes. 

Desde a sua fundação, o coletivo PermaSampa promove o Curso de Design Permacultural Urbano em parceria com o Instituto Casa da Cidade e contando com um time de educadores com vasta experiência na área.

As atividades práticas do curso se dão em parceria com coletivos atuantes na cidade, como foi o caso do Espaço Cultural Jardim Damasceno e do Ponto de Cultura Socioambiental Quebrada Sustentável. Dessa forma se busca uma prática de permacultura urbana voltada para demandas reais da cidade de São Paulo, assim como o fortalecimento da rede de permacultores locais.

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Instituto Favela da Paz

O Instituto Favela da Paz é uma rede de empreendedores sociais, formada por músicos, artistas independentes, articuladores culturais e moradores do Jardim Ângela, bairro da zona sul de São Paulo.

A iniciativa desenvolve projetos focados em transformar a realidade social de pessoas que residem em comunidades de São Paulo. Com o sucesso e o impacto das ações realizadas pelo Instituto, os projetos passaram a ser conhecidos e realizados em países como, Portugal, Colômbia, Alemanha, Palestina, sempre focando no modo como as pessoas se apropriam e se relacionam com os bens sociais ligados à cultura popular brasileira, como a música, dança, audiovisual, educação ambiental e alimentar e prática de esporte.

Nas entrelinhas dos projetos criados pelo Instituto Poesia Samba Soul, a expressão “Vivência Cultural” tem um forte significado para cada pessoa que faz parte da organização, pois foi a partir dela que Claudio Miranda, morador do Jardim Ângela, deu o ponta pé inicial para criar o instituto e impulsionar suas ações, após vivenciar experiências de relacionamento com outras culturas em diversas lugares do mundo, como por exemplo, a comunidade de paz de Tamera, em Portugal e São José do Apartado, na Colômbia.

A partir destas vivências, surge o Instituto Poesia Samba Soul, constituído à base de intercâmbios culturais, iniciativas empreendedoras e parcerias de sucesso com outros projetos transformadores, como a CIA Sansacroma, um grupo de dança contemporânea com mais de 15 anos de trajetória em meio às comunidades da zona sul de São Paulo, enraizado em questões étnicas, sociais e políticas, que são retratadas em suas performances sobre o contexto sociocultural dos cidadãos periféricos.

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ÁguaV – Construindo Sustentabilidade

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Com sede em São Paulo, a ÁguaV – Construindo Sustentabilidade tem o saneamento básico como elemento principal de trabalho, desenvolvendo projetos técnicos e soluções viáveis, econômicas e eficientes nas áreas de planejamento integrado de propriedades e empreendimentos com foco no uso sustentável da água.

Atua com sistemas eficientes de abastecimento e consumo de água, aproveitamento de águas pluviais e tratamento biológico de efluentes com previsão para reuso, projetos para sistemas urbanos de drenagem sustentável, captação e uso de águas de mina, lençol freático e nascentes, sistemas de irrigação, projeto ou retrofit de piscinas biológicas e lagos ornamentais.

Na área da educação ambiental, a ÁguaV – Construindo Sustentabilidade oferece treinamentos, formações e cursos nas diversas áreas da sustentabilidade.

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Há mais de 05 anos no mercado de projetos e acompanhamento de obras e há 10 anos disseminando a conscientização ambiental com suas formações, contamos com profissionais especializados projetando sistemas multifuncionais personalizados visando a simplicidade de operação e manutenção, o baixo consumo energético e sua durabilidade. Em suas formações e treinamentos, trabalha adaptando a linguagem ao público envolvido, garantindo a compreensão e assimilação do conteúdo.

Neste contexto, a ÁguaV – Construindo Sustentabilidade desenvolveu um sistema de procedimentos internos e etapas de trabalho que garante os prazos, integra o cliente ao processo de brainstorming do projeto garantindo sua satisfação, fornece documentos e “entregáveis” que dão segurança e base para a execução dos serviços, além de atuar e dar suporte aos clientes desde a concepção do projeto até o pós-obra, atuando dentro das normas e legislações vigentes brasileiras.

Com serviços prestados nos principais estados brasileiros e no exterior, a ÁguaV – Construindo Sustentabilidade está pronta para atender as necessidades da sua residência, condomínio, hotel, galpão etc.

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Fogão Pluvio Solar

Fogão Pluvio Solar

A idéia do sistema nasceu quando o gerador de hidrogênio que utilizamos no projeto “carro movido a água”  apresentou um defeito e foi removido da nossa kombi Zeolina para manutenção. Quando viu o gerador de hidrogênio ao lado de sua placa fotovoltáica, o permacultor Vinicius Pereira teve a idéia:

A água da chuva captada na cisterna (já cai destilada do céu e é altamente condutiva), somada a energia elétrica produzida com a luz do sol resultam em produção de hidrogênio, que pode ser usado para a queima num fogão convencional, ou fogareiro!

Após alguns testes utilizando o reator de HHO concluímos que precisaremos de um gerador diferente, que separa o hidrogênio do oxigênio. Combustível e comburente juntos geram um gás explosivo. O hidrogênio sozinho não explode, inflama, e é o gás ideal para o funcionamento do fogão plúvio solar.

Em parceria com o grupo HHO Experts, faremos a primeira demonstração pública do fogão plúvio solar durante o primeiro encontro de carros movidos com hidrogênio que ocorrerá em São Paulo em novembro de 2018.

Aguardem os resultados por aqui e pela seção blog do nosso site.

 

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Zeolina, a kombi hidrogenada de gerador novo!

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ZEOLINA, A KOMBI HIDROGENADA

Levamos a linda kombi Zeolina para um belo trato numa oficina mecânica em Ibaté, SP: a troca do sistema de geração de hidrogênio que alimenta parcialmente seu motor.

TEXTO E FOTOS: F. Pepe Guimarães | F14 FOTOGRAFIA.com

São 8h de uma manhã de quinta feira de calor em SP. A primavera chegou há poucos dias e a massa de ar quente que toma conta da capital anuncia com veemência que provavelmente o frio não volta mais esse ano.

Saio de casa pedalando para um trajeto de 6 km até o ponto de encontro marcado com um dos Permacultores Urbanos. O trajeto é curto mas muito movimentado. Primeiro preciso descer do início ao final uma via de trânsito intenso e rápido, depois atravessar o Rio Pinheiros pela calçada de pedestres de uma das pontes que o cruza, para então acessar 2 avenidas largas até chegar na beira de uma das estradas que leva rumo ao interior.

Nosso destino é Ibaté/SP. Lá estão localizados o produtor e a oficina mecânica que vai instalar um novo sistema de geração de hidrogênio para alimentar parcialmente o motor da Zeolina, uma Kombi 2009 usada pelo Vinícius Pereira em suas incursões musicais e permaculturais Brasil afora.

Apesar do forte calor e das vias com excesso de veículos, tudo sai bem ao longo de toda a rota da pedalada. Mesmo há 19 anos andando de bicicleta pelas ruas de São Paulo, foi só recentemente que realmente aprendi que vale muito a pena investir 10 ou 15 minutinhos a mais para preparar sua mochila ou alforje (ideal até que seja na noite anterior) e para, principalmente, planejar com antecedência a rota antes de sair para um deslocamento maior ou fora da sua rotina.

Até uns 2 ou 3 anos atrás eu saía sempre na louca, atrasado, com pressa e deixava para pensar qual caminho precisaria fazer só depois de já estar na rua dando as primeiras pedaladas. Isso é terrível pois provavelmente vai te induzir a correr desnecessariamente (na velocidade e nos riscos), seja em ciclovias ou em meio aos carros. Ou no mínimo, te deixa com uma horrível sensação de ser uma barata tonta. Ou, pior ainda, com a sensação de estar preso num estado mental igual ao de muitos condutores, que dirigem apressadamente e adotando atitudes egoístas de posse do espaço viário, reclamando de tudo e de todos. Blargh !

Saindo com antecedência e/ou com a rota bem traçadinha a gente fica com muito mais margem para lidar com imprevistos: tempo para remendar um pneu furado; um engarrafamento louco que te leva a buscar uma rota alternativa; e, o mais gostoso de tudo, te permite observar e curtir melhor o caminho, pedalar no ritmo e intensidade que melhor lhe convir, olhar para os lados, cumprimentar os outros ciclistas que cruzam sua rota. Mil delícias !

Somos um grupo pequeno: apenas 3 pessoas: Vinícius, o permacultor; Thiago Henrique, videomaker; e eu, fotógrafo e curioso. Fui o primeiro a chegar. Ali no posto de combustível onde era o ponto de encontro e que ficava na beirinha do início da estrada, já sentia aquela sensação gostosa de início de viagem. Seria apenas um bate-volta, nem dá para chamar direito de viaaaagem, mas para quem vive e trabalha a maioria dos dias do ano dentro do Centro expandido, passar um único dia fora da Capital tem suas emoções especiais.

Ibaté fica a cerca de 250 km de São Paulo, um pouco a frente de São Carlos. Não chega a ser longe, mas convém sairmos logo. Tanque abastecido, bicicleta dobrada e guardada no bagageiro da Kombi, todos presentes; tudo pronto pra saída.

Sentamos os 3 no banco da frente que tem o tamanho certinho para 3 lugares. Cabemos todos, mesmo que apertadinhos. Em poucos minutos, apenas no curto trecho entre o posto e a estrada que devemos acessar, a Kombi é inesperadamente fechada algumas vezes por outros veículos. Comento com Vinícius, e ele me diz que já se acostumou e nem se apoquenta mais. Conta também que na informal hierarquia do trânsito as Kombis são consideradas, entre os condutores dos outros veículos motorizados, aqueles que “não precisa se respeitar”.

Já na estrada logo engatamos uma boa conversa. Dos 3 ali presentes, 2 não se conhecem, e para ajudar a deixar tudo no clima, o Vinícius propõe fazermos uma rápida rodada de recapitulação das nossas trajetórias pessoais e profissionais, que direta ou indiretamente nos levam a estar dentro daquela Kombi rumo a Ibaté para passar uma tarde inteira dentro de uma oficina mecânica.

Há 1 ano a Kombi Zeolina já roda com um sistema de alimentação parcial a hidrogênio. Um ano de testes na tentativa de, primeiro, entender o comportamento do motor nessa alimentação híbrida (combustíveis convencionais e hidrogênio), para então tentar mensurar as economias geradas. Essas mensurações acabam sendo ainda imprecisas, mas no feeling e no conhecimento que tem do veículo o Vinicius sabe que a economia existe.

A ideia agora é trocar esse sistema todo. Colocar um novo e diferente, para continuar testando e encontrando a melhor relação entre capacidade de geração e queima, e transformação disso em energia pro motor. Conforme nos explica o Vinícius, basicamente e em linguagem nada técnica, o sistema que será instalado (desenvolvido pela empresa H2 Pro) é composto por um conjunto de placas que dão um choque (eletrólise) numa água desmineralizada (que vem de um tanquinho que faz parte do kit), que separa os átomos de hidrogênio e de oxigênio. Um tubo adicional acoplado ao tubo de ventilação do motor lança esse hidrogênio gerado, o que potencializa a geração de energia do motor, pela combinação de queima de combustível convencional com queima de hidrogênio.

E antes que perguntemos incrédulos sobre andar dentro de uma cápsula que produz e promove a queima de hidrogênio (substância altamente inflamável e com potencial explosivo 10 vezes maior que a gasolina), Vinícius nos explica e acalma dizendo que o perigo existe somente quando se acumula e comprime o hidrogênio. E complementa explicando que nesses sistemas desenvolvidos para uso em motor de veículos, todo e absolutamente todo hidrogênio gerado é instantaneamente consumido na queima do motor, não gerando qualquer acúmulo, resquício ou descarte de excessos.

Chegamos ao destino na hora do almoço e nos encantamos com a calmaria do rush do meio dia na cidade. Pouquíssimos carros circulando, ruas pacatas, belas casinhas e uma praça central linda repleta de sombra feita por imensas árvores. Almoçamos um PF de comida caseira e rumamos para a oficina Autocenter São José.

A instalação do novo sistema iria demorar algumas horas e quanto antes começasse, melhor.

A primeira meia hora foi de verificações no motor da Kombi, identificação de componentes, localização dos melhores espaços e possibilidades de ligações, dúvidas sendo perguntadas e respondidas por ambas as partes. Mas imagino que estavam todos com muita vontade de colocar a mão na massa, pois tão logo se esgotaram todas as questões o trabalho começou a todo vapor.

Junto ao Mário, o mecânico responsável, estava o Cristiano da H2 Pro, a empresa fabricante do gerador de hidrogênio. Eles dois juntos estavam a cargo de toda a instalação mecânica, e o Vinícius acompanhava tudo ali do lado, meticulosamente.

Eu acompanho de perto, mas mantendo a distância necessária para não atrapalhar o trabalho dos rapazes, que a todo momento precisam pegar ferramentas, sentar, levantar, deitar, levantar, voltar a sentar no chão, se enfiar pra dentro do motor, entrar debaixo do carro. A oficina estava lotada de serviços, e os demais mecânicos seguem nesse mesmo fluxo.

Decido sair para um caminhada para sentir o clima da cidade.