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Casa Autônoma

A Casa Autônoma é um novo conceito de residência: uma casa que aproveita a luz do sol para gerar energia elétrica, a água da chuva para abastecimento o ano todo, trata seu esgoto reaproveitando a água e gerando gás para a cozinha, em suma, uma casa que na sua melhor performance, não depende de concessionárias.

A idéia do projeto surgiu em 2014 durante o início da “crise hídrica” que deixou bairros inteiros da cidade sem abastecimento de água durante vários dias consecutivos. As torneiras secas motivaram o Vinicius Pereira a realizar os primeiros rascunhos da casa autônoma, que inicialmente contemplavam somente a autonomia hídrica. Foi após a conclusão do seu PDC (curso de design em permacultura) que o primeiro desenho completo do conceito foi para o papel. 

O objetivo do conceito Casa Autônoma é oferecer aos seus habitantes opções de escolha, rumo a uma vida mais sustentável, respeitosa com o meio ambiente. Autonomia portanto não quer dizer independência. Quer dizer produção de abundância e gestão eficiente dos recursos disponíveis. Uma residência autônoma pode captar toda a água que necessita para o seu consumo humano, ou somente para o consumo das suas plantas. Pode gerar energia elétrica para atender as demandas locais ou, conectada à rede, pode distribuir o excesso de energia produzida e atender a outras casas parceiras.

autonomia não quer dizer independência, mas poder de escolha.

Entendendo a casa como um organismo vivo, identificamos 5 principais fluxos energéticos a serem atendidos:

  1. gestão dos resíduos sólidos
  2. captação de água de chuva, saneamento e reúso
  3. geração e armazenamento de energia elétrica
  4. produção de biogás
  5. produção de alimentos, fármacos, cosméticos e produtos de limpeza naturais

Atender a todas essas necessidades da casa requer um planejamento permacultural eficiente, integrando uma série de tecnologias sustentáveis como as cisternas, filtros biológicos, biodigestores, sistemas fotovoltáicos e de aquecimento solar da água, composteiras, hortas em caixotes, sistemas de hidroponia, enfim, uma série de técnicas interconectadas que procuram reproduzir ciclos fechados, imitando os padrões da natureza.

Mas para conseguir produzir em abundância e realizar uma gestão eficiente dos recursos disponíveis, não é necessaria somente tecnologia: a parte mais importante do projeto é a reprogramação dos hábitos de consumo dos seus habitantes, não se fazendo necessaria portanto nenhuma reforma para começar a viver autonomamente.