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12º Responda criativamente às mudanças

Sim, quando nos propomos a fazer um planejamento permacultural de um espaço, prevemos o que, quando, onde e como os elementos serão distribuídos. Mas quem está integrado com a natureza sabe: ela num cabe em nenhuma caixinha. Então, sempre, em todos os designs que já foram feitos no planeta, ocorrem imprevistos: tal planta não gostou daquele lugar, surgiram espontâneas não previstas no projeto que se dão muito melhor com aquelas condições, a vaca estourou a cerca, a chuva não veio, ou choveu muito mais do que o previsto, enfim, são inúmeras as possibilidades de imprevisões que, certamente, aparecerão durante a implementação do seu planejamento.

Um exemplo bem presente no cotidiano de todos os leitores deste post é a migração para as atividades online. Com a restrição do contato físico causado pelo surgimento da pandemia do COVID 19, quem conseguiu se adaptar para o mundo virtual conseguiu manter seu projeto rodando.

O autor deste post, com a crise da falta d”agua em São Paulo em 2014, tornou-se cisterneiro, instalou centenas de sistemas e capacitou centenas de pessoas Brasil adentro através do projeto Escola de Cisterna. É tudo uma questão de ponto de vista: torneiras secas enquanto as chuvas  alagam a cidade. Crises geram oportunidades e é também sobre isso que fala este princípio.

Conheça os outros princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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11º Use as bordas e valorize os elementos marginais

Acontece um fenômeno muito importante nas bordas: o encontro entre realidades diferentes. Um dos motivos pelos quais a cidade de São Paulo se tornou a maior metrópole do Brasil é o fato dela estar numa região de bordas. Pouca gente sabe, mas antes de receber a sua capa de concreto, nossa cidade possuia uma das mais ricas biodiversidades do continente. O motivo é simples: estar situada entre o cerrado e a mata atlântica. Quando dois biomas se encontram nós temos uma diversidade enorme de espécies resilientes, capazes de cruzar de cá para lá, de sobreviver em “universos” diferentes. Portanto é importante estarmos atentos à região das bordas que oferecem, além de limites, riquezas e possibilidades improváveis nos centros.
Aumentando-se a borda entre o terreno e a margem de uma represa pode-se aumentar a produtividade de ambos. Um design que percebe o limite como uma oportunidade e não como um problema tem maiores chances de sucesso e adaptação (HOLMGREN, 2007)
Mais uma vez usando a cidade de São Paulo como exemplo, temos nas bordas os mananciais que garantem o fornecimento de água da cidade,  é nas hortas periurbanas onde são produzidas boa parte das hortaliças que abastecem os mercados da cidade e seu Cinturão Verde oferece importantes serviços ambientais para a cidade. Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Foto: Instituto Água O Instituto Florestal elenca os 10 grandes benefícios do Cinturão Verde para a cidade São Paulo:
  • abriga os mananciais que abastecem a cidade e as cabeceiras e afluentes dos rios que cortam a área urbana;
  • estabiliza o clima, impedindo o avanço das ilhas de calor em direção à periferia;
  • auxilia na recuperação atmosférica filtrando o ar poluído, principalmente de substâncias particuladas;
  • abriga grande biodiversidade de espécies;
  • protege os solos de áreas vulneráveis, onde se produzem chuvas torrenciais, amenizando as enchentes na malha urbana;
  • uso social
  • garante parte da segurança alimentar das cidades;
  • constitui reserva do patrimônio cultural;
  • apresenta forte potencial para novas descobertas científicas;
  • estimula as atividades autosustentáveis.
Foto de satélite LANDSAT da RBCV  

Conheça os outros princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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10º – Use e valorize a diversidade

O que acontece quando acaba a água na sua casa? Você fica sem, certo? Quando aplicamos direitinho os princípios do planejamento permacultural, a resposta é outra. Sem a água da rua, usaremos a água da chuva. O permacultor quando planeja a sua morada pensa sempre nisso: todos os recursos importantes da casa precisam ter pelo menos duas fontes diferentes. Se você tem uma fonte só e ela acaba, você fica sem. Se você tem pelo menos duas, tem um plano B.

Outro exemplo são as fontes de energia elétrica: não adianta ter só um sistema fotovoltáico e não ter um plano B. Três dias nublados consecutivos podem acabar com a sua autonomia. Será que não vale a pena então termos uma ligação com a concessionária para emergências? Uma mini turbina eólica? Passa um rio na propriedade? Além do sistema solar, será que não vale a pena termos também uma mini hidrelétrica?

 

Produção de alimentos

É por isso que monocultura não tem nada a ver com a permacultura. A gente gosta é dos sistemas agroflorestais: um monte de plantas juntas ocupando o mesmo espaço, exatamente como na floresta. Em cada momento do ano, alguma coisa diferente está frutificando. Em consórcios como a milpa (milho, feijão e abóbora) o milho serve de suporte para o feijão subir, que por sua vez libera nitrogênio que a abóbora, forrageira, que vai deixar o solo coberto e úmido para as outras, adora!

Sim, agrofloresteiros experientes vão usar muito mais de 3 plantas em seus canteiros. A observação dos ciclos naturais vai permitir que o agrofloresteiro misture dezenas de plantas no seu canteiro, atraindo uma biodiversidade imensa de insetos, pássaros e outros animais que vão dispersar sementes pela área toda, em troca de uma parte da produção.

Agrofloresta fonte: agroecologia.org.br

Não é uma beleza, uma biodiversidade imensa se beneficiando de um plantio? Uma biodiversidade imensa se beneficiando do seu açude que é apenas um dos seus sistemas de amarzenamento de águas? É a diversidade que garante a resiliência dos sistemas. Quem coloca todos os ovos numa cesta só, quando leva um tombo perde tudo.

 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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9º – Use soluções pequenas e lentas

Recém formado no meu PDC, queria emplementar todos os sistemas que aprendi no curso em minha casa. Já tinha cisternas e composteiras em casa, mas queria tudo: instalar um biodigestor, o aquecimento solar, a leira de compostagem para as folhas do quintal, o telhado verde, tratamento de águas cinzas, ampliar a área da horta, estava ávido por mudar tudo de uma vez.

Acontece que cada sistema tem necessidades específicas, que você só entende, a partir do momento em que começa a usar. E a gente leva um tempo para se adaptar. Erramos no processo e tudo isso faz parte do nosso aprendizado. Como não tinha dinheiro para obras, comecei as ações em casa produzindo a famosa enzima cítrica.

Não queria investir no açúcar mascavo, então fiz várias levas com açúcar branco. Obviamente não fermentou tão bem quanto as primeiras com o ingrediente da receita original. Buscando outras formas de economizar, tentei usar rapadura. Também não fermentou tão bem. Cada teste desses levou meses para me oferecer um resultado. Depois de um ano de práticas, teimando contra a receita original, afim de economizar dinheiro entendi que o negócio não era encontrar um ingrediente mais barato para a minha receita e sim um fornecedor mais barato para o ingrediente com a qualidade adequada.

Ao invés de instalar sistemas novos, decidimos mudar hábitos que não requerem reforma: substituímos as buchas sintéticas por buchas vegetais. Já havíamos substituído os produtos de limpeza pelas enzimas (que levaram um ano para ficarem realmente boas), as vassouras de plástico pelas de palha e então chegamos nas buchas. Um passo por vez, com tempo para nos adaptarmos.

Cinco anos depois de formado, com todos os aprendizados de todos os sistemas instalados em casa começamos a nossa produção de alimentos no sistema de aquaponia. Se estivéssemos aprendendo tudo ao mesmo tempo, não conseguiríamos dar a devida atenção ao processo o que poderia custar a vida dos peixes.

Um sistema por vez, um aprendizado por vez. Passos pequenos e lentos garantem que você consiga fazer todas as mudanças desejadas na sua vida de forma orgânica, consistente, sustentável. 

Observando os padrões no seu espaço, o que você encontra? Eles te inpiram de alguma maneira? Poderia algum deles se transformar numa intervenção no seu lugar? 

Bom trabalho de observação, até o próximo princípio de planejamento permacultural! 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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O que é agroecologia?

Verdade seja dita: é muito sedutora a ideia de deduzir o conceito de agroecologia apenas separando a palavra em “partes” e analisando-as com base no que geralmente somos ensinados sobre o que é “agro/agricultura” e sobre o que é “ecologia“.

Mas o quê pode haver de tão diferente se há anos estamos acostumados com campanhas que tentam sensibilizar massivamente sobre causas ecológicas, por exemplo salvar a Amazônia, a Mata Atlântica, o boto rosa, o mico leão dourado… ? Como não associar o que é “agro“, se todo dia na televisão a locução de um vídeo cheio de imagens-clichê diz que tudo quanto é coisa do agro é pop ?

O fato é que conceitos-padrão-massificados limitam muito o entendimento do que é agroecologia, e prejudicam a possibilidade de perceber o quanto esta é uma das mais bonitas, completas e potentes abordagens de relação humana com a terra, com a produção de alimentos e com os diversos seres que são parte desse processo. E de perceber, ainda, que ela é um ferramenta super importante para as transformações sociais e ambientais que precisamos.

Agroecologia diz respeito a praticar uma agricultura na qual humanidade e natureza estão integradas.

Características importantes
Praticada em bases populares e familiares, a agroecologia geralmente aponta algumas características como:

  • ser praticada em pequenas propriedades;
  • produção para o consumo familiar e/ou para abastecimento de mercados locais;
  • adaptação de tecnologias à realidade específica;
  • elevado conhecimento sobre ciclos agrícolas e da natureza;
  • produção própria de sementes e insumos;
  • possibilitar trocas informais e colaborativas (trabalho, conhecimento, excedente de produção), e cooperação solidária em rede;
  • canal direto produtor – consumidor;
  • autogestão simplificada pela própria comunidade produtora
  • valorização dos saberes ancestrais

A Agroecologia promove uma integração sistêmica desses diversos elementos, recusando ser uma prática isolada e, ainda mais, em ser limitada como é um monocultivo.

A Natureza é uma só – e nós somos parte dela
Essa integração sistêmica nos mostra que na prática agroecológica os vários elementos e seres que existem no ambiente devem ser manejados com muito cuidado. Dessa forma, a ação humana não ultrapassa limites naturais da existência ou da presença desses elementos no ambiente, e segue, ela própria, as características culturais locais dos agricultores e agricultoras que a praticam em cada região, em cada lugar. Tornando-nos assim um elemento a mais nesse agroecossistema, sem causar impacto e mantendo-o com diversidade – algo fundamental para que se mantenha em equilíbrio.

Agroecossistemas equilibrados e com bastante diversidade de cultivos demandam menor investimento de trabalho e insumos, uma vez que seus próprios elementos interagem na medida exata de manter o sistema ativo, produtivo e nas condições favoráveis para todas as formas de vida nele presentes. Sistemas equilibrados são mais resistentes e a produção oriunda tem altos índices nutritivos, reforçando o sistema imunológico e ativando anticorpos.

História e referências da agroecologia
Citamos acima a má-ideia de deduzir sobre agroecologia a partir da separação das partes da palavra, e analisar com base em informações massificadas. Cabe então referenciar sobre a origem do termo e suas definições básicas, conforme ensina o autor Pedro Antonio Gaddo Torres em sua pesquisa realizado na UFRGS no ano de 2008 :

A agroecologia é derivada de duas ciências, a ecologia e a agronomia. Cada uma delas ocupando-se de suas próprias pesquisas. A ecologia preocupa-se, preferencialmente, de estudar os sistemas naturais e a agronomia dedica-se à prática da agricultura. (…) No final da década de 1920 a ecologia e agronomia se cruzam quando passam a ser desenvolvidos estudos e experiências de cultivos ecológicos. (…) O termo agroecologia vai ser proposto por estes ecologistas na década de 1930 e o fizeram no sentido do uso da ecologia aplicada à agricultura. Deste período até a segunda guerra mundial a ecologia consolida-se como ciência e sua aplicação nas práticas agrícolas acaba ficando como função própria dos agrônomos.

Seguindo a cronologia histórica a que se refere a citação, começa a partir de década de 1940 um período de grandes transformações geopolíticas de um mundo pós-guerra que incluem, por exemplo, profundas mudanças em práticas agrícolas. Estas diziam respeito a uma cadeia articulada de medidas e investimentos de base, apoiados e financiados pelo poder econômico e político em escala mundial. O que vem daí é uma prática agrícola voltada para aumentos exponenciais de produtividade agropecuária, através de intenso uso químico, alta mecanização e avanço sobre propriedades de pequeno e médio portes.

Ao mesmo tempo em que essas transformações aconteciam nos cenários macro econômico e político, em outras partes e com outras abordagens, alguns conceitos iam surgindo em ambientes acadêmicos/pedagógicos que, de certa forma, começavam a ajudar a formar crítica e reflexão. É dessa época, a partir dos anos 1950, que conceitos como o de ecossistema, por exemplo, começam a ser disseminados.

Vale ressaltar que bem nessa época, em 1948, chegava para consolidar-se no Brasil junto com a família, a estudiosa austríaca Annemarie Conrad, que aqui ficou conhecida por Ana Maria Primavesi

Engenheira agrônoma de formação, ela foi uma das maiores referências em agroecologia com os estudos, pesquisas e trabalhos que produziu ao longo dos anos. Sua atuação defendia a relação do homem com o ambiente e questionava a lógica do capital na agricultura: Sem a natureza não existimos mais, ela é a base da nossa vida. Lutar pela terra, lutar pelas plantas, lutar pela agricultura, porque se não vivermos dentro da agricultura, vamos acabar. Não tem vida que continue sem terra, sem agricultura. Recentemente falecida (janeiro de 2020), deixou extenso legado técnico e sensível sobre entendimento do solo como um organismo vivo e sobre manejo ecológico.

A força popular e dos pequenos, os saberes históricos e a produção acadêmica
O processo de desvalorização de conhecimentos tradicionais remonta longa data. Se pensarmos bem, não é difícil perceber que, no caso do Brasil, desde a chegada dos portugueses estamos passando por uma contínua supressão de práticas de cultivo e modos de vida, em nome de interesses de relações de poder para poucos, e de modos bem questionáveis. Escravização de povos transformados em mão de obra; exploração abusiva de imigrantes; estímulo desenfreado à monocultura latifundiária para fins de exportação; Revolução “Verde” no pós II Guerra; transformação tecnológica e química extrema que levam ao que hoje é chamado agronegócio; são exemplos de como historicamente subjugamos conhecimentos tradicionais. E constatações bem iniciais de como essa prática predatória vem trazendo consequências ambientais e sociais há bastante tempo.

Apesar disso, a agricultura familiar se mantém, de todos modos, como um dos pilares de abastecimento em diferentes escalas, quase como uma resistência silenciosa ante a voracidade do contexto geral onde é inserida. Adequada à produção familiar e camponesa, a cultura agroecológica geralmente é bem atrelada ao comércio local de alimentos básicos para a população. Através do fortalecimento de comunidades de agricultores familiares, ela reforça o senso de cooperação, do trabalho associativo na produção e comercialização, e nos movimentos por defesa de condições sociais gerais.

Mas ao mesmo tempo que atua em pequenas escalas de comércios locais, a agricultura familiar também tem papel importantíssimo em escalas maiores, desempenhando papel fundamental em uma extensa cadeia de valor que abastece grandes centros urbanos.

Tão fundamental a ponto de ter grande participação em estudos e análises do setor acadêmico sobre o tema. Nas plataformas das bibliotecas digitais de universidades públicas brasileiras há inúmeras teses de bacharelado, mestrado e doutorado tratando sobre a agroecologia em diferentes aspectos e abordagens de conhecimento, como na UFRGS, na UFSC ou na UFBA.

Outro exemplo de participação do ambiente acadêmico na agroecologia e na agricultura familiar é o projeto BOTA NA MESA, iniciativa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV EAESP. Atuando desde 2015, “busca promover a inclusão da agricultura familiar na cadeia de alimentos, considerando o comércio justo, a conservação ambiental e a segurança alimentar e nutricional.” O trabalho desenvolvido ao longo desses anos, levou à construção de certas diretrizes, em desdobramento das experiências de atuação em campo, apoiando cooperativas de agricultores familiares no acesso e desenvolvimento de mercados para suas produções. Essas Diretrizes Bota na Mesa dizem respeito a 5 temas da cadeia de alimentos identificados como prioritários pelo grupo: juventude na agricultura, infraestrutura e tecnologia, relações de consumo (em 2018), transição agroecológica e mudança do clima (em 2019). Especificamente sobre agricultura familiar e o abastecimento de grandes centros urbanos,  o projeto gerou esta publicação na qual compartilha identificação de desafios e sugestões de encaminhamentos práticos.

Assim como o potencial de um sistema agroecológico é melhor aproveitado quando diverso em diferentes cultivos, uma rede de conhecimento sobre o tema pode ser altamente rica quando dispuser de grande diversidade de informações, relatos e experiências de quem a pratica, estuda e apóia.

Nesse sentido, a manutenção do compartilhamento de saberes populares e tradicionais continua sendo fundamental nessa rede, uma vez que valoriza e fortalece através do contato direto, individual e através da afetividade da oralidade.

O acúmulo de conhecimentos que comunidades tradicionais têm sobre ciclos naturais e sobre as relações que compõem os ambientes é de valor inestimável, e é baseado neles que a Agroecologia mais se fundamenta. Uma visão contemporânea de que é possível agregar conhecimentos científicos, com critério e coerência, que potencializem ainda mais esses saberes tradicionais, precisam ser sempre muito cuidadosos para não descaracterizar a cultura comunitária tradicional.

Relação com a terra é direta e potente na prática agroecológica. (Fotos: Projeto Depois da Curva)

Agroecologia como ferramenta de transformações sociais
Nesse momento da existência humana, estamos diante de claríssimos sinais do esgotamento de sistemas produtores em latifúndios de monoculturas para exportação, e de tudo o que demanda para ser praticada, com as consequências trágicas que traz tanto para a população rural quanto para a urbana.

As profundas transformações no campo que iniciaram gigantesco movimento de êxodo para as cidades, somado ao sistema econômico que cada vez mais acentua diferenças sociais pela de desigualdade de oportunidades e condições, há anos continuam sendo determinantes para trazer complexidade ao cenário político-social e a certeza de que sem transformações estruturais de base qualquer solução tende a ser paliativa, temporária, ineficaz ou, pior ainda, seletiva.

Nesse sentido, e em contra-posição a esse modelo auto-destrutivo de construção de sociedade, falar sobre conceitos e definições teóricas de Agroecologia sem citar o trabalho desenvolvido pelo MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra seria deixar de lado um dos melhores exemplos que existem no mundo sobre como é possível praticar uma agricultura que não seja destrutiva ao meio e que traga os benefícios que cada ponta da cadeia alimentar necessita.

Um tempo atrás o Movimento alcançou a marca de se tornar o maior produtor de arroz agroecológico do mundo, fato noticiado por inúmeras fontes, como nesta matéria da BBC ou nesta da Revista Globo Rural, e atestado por organismos de certificação nacionais e internacionais. Essa é uma conquista marcante mas que não encerra a agroecologia na atuação do MST.

Ao longo dos anos o  Movimento foi percebendo que a luta pela causa do acesso à terra pelos trabalhadores rurais era insuficiente como contribuição ao problema da produção de alimentos, e passaram a incorporar a agroecologia com mais força de atuação e diálogo com a sociedade rural e urbana. A existência de programas de cooperativismo entre famílias de cultivo agroecológico permite que elas se fortaleçam como núcleos e como grupo, se preparem ainda mais em estrutura e experimentem mais oportunidades de escoamento de suas produções.

Com a agroecologia, a liberdade de exercer sua atividade sendo respeitados e valorizados, a obtenção de aprendizados e conhecimentos de planejamento e organização vindos da atuação cooperativa, e a possibilidade de praticar seus saberes culturais históricos, dá a essas famílias uma das condições humanitárias mais básicas: a de ter e desempenhar uma função social.

E junto com isso, força para resistir, para reivindicar e continuar sendo exemplo para a sociedade.

OUTROS CONCEITOS

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Mutirão em pracinha na Brasilândia durante o PDZ ZN do PermaSampa em parceria com o Kolombolo Dia Piratininga
Cursistas preparando os canteiros para plantio na pracinha.
Galera reunida levando as mudas para o plantio. Na hora do mutirão nem o pé quebrado tira a alegria dos participantes.
Além de linda, a praça também ficou super divertida!
Muros do Kilombolo pintados com tinta de terra
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O ícone deste princípio faz alusão a pessoas em círculo, abraçadas, unidas. Quem já participou de um mutirão sabe do poder que sentimos quando vemos aquela tarefa penosa que levaríamos semanas para executá-la sendo realizada em um único dia, com leveza, entre risadas, cantoria e com direito a lanche coletivo sentado à sombra da maior árvore do lugar.

Eficiência, produtividade e prazer: esse é o poder da interdependência.

Além de fortes, juntos nós também somos mais felizes. E esse fenômeno não acontece só com os seres humanos e outros animais. Também vemos essa relação entre as plantas. Nas florestas, as árvores mais velhas, de raízes mais profundas, vão buscar água lá em baixo no lençol freático para as mais jovens. E ali entre as raízes rola uma rede de trocas tão complexa que mal podemos compreender. É por isso que uma agrofloresta produz até 5 vezes mais alimentos por hectare do que uma monocultura. Estamos falando de integração: plantas que crescem juntas e felizes.

Agrofloresta
Foto: agroflorestadofuturo.com.br

Integramos a composteira com a cozinha, a horta com a composteira e a cisterna com a horta. Tudo interconectado. Portanto o oitavo princípio do planejamento permacultural nos reforça a idéia de interdependência e nos orienta a conectarmos tudo: animais (incluindo você e eu), plantas, sistemas. Quanto mais integração, mais abudância.

Vamos juntos ao próximo princípio?

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando.

As vezes as árvores nos impedem de ver a floresta.

Sobre os padrões

Se você parar para observar com cuidado, vai perceber que a natureza está cheia de padrões. E atentando-se a eles, perceberás que linha reta é coisa rara na natureza. Perdoem-me os terraplanistas, mas nem no horizonte temos uma linha reta. Repare no desenho dos rios, das folhas, das árvores, das montanhas, sempre sinuosos, muitas vezes espiralados, ou circulares. 

Vamos tomar como exemplo o nosso famoso Rio Pinheiros, aqui em São Paulo: no seu trajeto original, nosso rio era cheio de curvas, irrigava a maior área possível e todo o seu entorno. Quanto mais longo o seu percurso, maior a área que um rio consegue hidratar.  Retificado, o rio percorre o caminho mais curto possível. Mas esse não é o desejo das águas, é o desejo dos automóveis.

Acontece que não há obra de engenharia capaz de conter os desejos d’água: durante o período mais pesado das chuvas nós teremos inundações. As águas querem área de várzea, inundar as planícies distribuindo os nutrientes que carregam, levando a vida mais longe. 

Olhando de fora, um design apropriado para o urbanismo paulistano incluiria um enorme parque linear ao longo dos nossos rios, permitindo à população gozar do contato com as águas e com o verde durante o outono, inverno e primavera e no verão, nosso parque seria inundado, como acontece todos os anos com as áreas de várzea. Um design apropriado não luta contra a natureza, a observa, compreende e propõe interações que aproveitam as suas características cíclicas, os seus padrões que, queiramos ou não, se repetirão a cada repetição do ciclo.

 

 

Parque Linear Fiat Lux. Desenho de Eduardo Pizarro

Observando os padrões no seu espaço, o que você encontra? Eles te inpiram de alguma maneira? Poderia algum deles se transformar numa intervenção no seu lugar? 

Bom trabalho de observação, até o próximo princípio de planejamento permacultural! 

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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6º – Não produza desperdícios

A minhoca no ícone do sexto princípio de design em permacultura já diz muito: ela representa a compostagem.

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências. Vou dar e exemplo clássico do limão:

Seu sumo vira suco, tempero para a salada. A casca, vai virar produto de limpeza, enzima cítrica. Três meses depois, já devidamente fermentada e pronta a enzima, o bagaço vai para a leira de compostagem. Mais três meses depois, o adubo vai para o solo para produzir mais alimentos. Fechamos um ciclo e geramos zero desperdício.

No caso da bananeira, o coração vai pra panela, as frutas a gente come, as cascas também viram bolo, o “tronco” vai virar cobertura de solo para a horta e as folhas serão usadas para envolver alimentos no forno. A planta todinha pode ser utilizada se a gente quiser. E digo mais:

Todos os nutrientes que o seu corpo não absorveu dessa bananada toda que você comeu e que mandou descarga abaixo também podem ser saneados ecologicamente usando um vermifiltro por exemplo e o adubo fruto desse processo pode ser encaminhado para um círculo de bananeiras, fechando outro ciclo!

Fazer reúso da água da máquina de lavar é fácil e te ajuda a economizar mais de 60 litros a cada lavagem. A água da pia pode ser recolhida na bacia ou então pode receber um sistema de tratamento de águas cinzas, podendo ser reutilizada na rega das suas hortaliças, para a lavagem de piso ou na descarga, se você quiser.

A bicicleta velha que está enferrujando pode receber uma linda atenção, uma lubrificação, troca de cabos e regulagem e pimba, voltar a rodar! O velho par de tênis está bonzinho por cima, mas com um buraco na sola? Sapateiro resolve, novo de novo.

#reusar #reciclar #compostar são palavras chave do sexto princípio do planejamento permacultural.

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

Uma das maiores alegrias no planejamento permacultural é quando conseguimos transformar nossos os problemas em soluções. Um exemplo clássico é o do nosso cocô: recurso renovável e abundante, quando vai para o rio é poluição, mas quando vai para um biodigestor é transformado em biofertilizante e biogás! Veja que maravilha, produzindo biogás em casa, deixamos de consumir o gás proveniente da exploração do petróleo. E graças ao fertilizante líquido que também é produto da biodigestão, nos livramos dos adubos industrializados.

Nosso amigo Fábio Miranda nos mostra que fazer biodigestão não é tão complicado assim e que é possível se produzir biogás também nos centros urbanos, inclusive utilizando materiais reciclados, como ele faz na sua casa, numa das comunidades mais densas de São Paulo, o Jardim Nakamura.

Portanto para quem faz permacultura na cidade, madeiras e tubos de PVC encontrados em caçambas, garrafas PET, bombonas de transporte de alimentos e demais recursos vistos por alguns como “lixo”, podem ser encarados sim como recursos renováveis, uma vez que não paramos de produzí-los.

Fábio Miranda e seu Biodigestor no Instituto Favela da Paz

Tá, você não produz gás suficiente para a sua cocção diária? Que tal utilizar um forno solar, como nos ensina o mestre Edison Urbano? Já que falamos em energia do sol, podemos aproveitá-la não só para cozinhar, mas para aquecer a água do nosso banho e gerar energia elétrica, através dos sistemas fotovoltáicos.

Bioconstruir a sua casa com recursos locais também é uma ótima maneira de evitar os recursos não renováveis. Vai cavar um açude? Opa, temos terra para erguermos uma bela casa! Tem uma touceira de bambu gigante aí pertinho? Ta aí uma bela opção de material para a estrutra da sua casa.

A permacultora Julhiana Costal do Arboreser dá belos exemplos de como usar a energia renovável no dia-a-dia. Escute-a:

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

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4º – Pratique a autorregulação e aceite conselhos (feedbacks)

O quarto princípio do planejamento permacultural nos faz um convite: ouçamos as respostas das nossas ações. Quando chuvas intensas e devastadoras passam a ser comuns na “terra da garoa”, a natureza está nos dando um recado. O super adensamento urbano e a devastação das florestas geram efeitos colaterais. Quando somos capazes de ler as respostas naturais, estamos prontos para modificar nossa forma de atuar no território para corrigir algum determinado desequilíbrio ou intensificar alguma ação que ao longo do tempo vem se mostrando benéfica para nós e para o meio ambiente.

Mesmo tendo observado com atenção o ambiente antes de começarmos a agir, todo planejamento possuirá fragilidades que só vão se revelar ao longo do tempo. É portanto fundamental estarmos abertos e dispostos a mudar os nossos planos a partir do retorno que o tempo nos oferece.

Quanto maior a biodiversidade, maior a dinâmica da vida no lugar, mais fácil se dará a auto-regulação.

A natureza não dá só feedbacks negativos. Quando determinadas espécies crescem lindas e maravilhosas, fortes, sadias, com frutos vistosos e saborosos você está recebendo um feedback positivo. A espécie gostou do local, da humidade, da insolação, das características do solo, das plantas companheiras, enfim, esse aprendizado servirá para plantios futuros.

Você já sabe: a taioba adora ficar por perto das bananeiras. O milho, o feijão e a abóbora formam um trio ultra poderoso. Foi através da observação do sucesso entre interação dessas espécies que chegamos a esses saberes que os agricultores vem sistematizando ao longo do tempo e hoje, graças a essa observação dos feedbacks que a natureza nos dá, existem vários consórcios de plantas conhecidos, que podem ser replicados mundão afora. Conhecimento adquirido através da observação e da leitura das respostas da natureza.

Ouçamos o que tem a dizer Julhiana Costal do Arboreser:

Conheça os 12 princípios do planejamento permacultural:

01- Observe e Interaja - princípios da permacultura

1º – Observe e interaja

O primeiro dos 12 princípios da permacultura nos convida a conhecer muito bem o ambiente para o qual vamos planejar antes de começarmos a atuar.

2º – Capte e armazene energia

Um dos trabalhos mais importantes do permacultor é identificar os resursos acessíveis em seu local de atuação. A água da chuva, por exemplo acessível durante

3º – obtenha rendimento

O terceiro princípio do planejamento permacultural é “obtenha rendimento”. Será que o que David Holmgren estava querendo dizer é que o nosso trabalho deve gerar dinheiro?

5º – Use e valorize os serviços e recursos renováveis

Quando falamos sobre recursos renováveis, tradicionalmente pensamos na energia solar, na energia eólica, até a força das marés já são utilizadas na geração de energia elétrica. Mas aqui neste post nós vamos ampliar um pouco esse conceito.

6º – Não produza desperdícios

Quando a gente começa a fazer permacultura, passamos a perceber que tudo pode ser encarado como recurso. Com esse novo olhar, começamos a buscar maneiras de usar e reusar tudo, às últimas consequências.

7º – Projete dos padrões aos detalhes

Este princípio nos convida a observarmos o nosso espaço de fora para dentro. Primeiro vamos olhar para o macro, para o local onde estamos inseridos, o bioma, os ciclos, as características que pertencem à região como um todo para a partir de então, olharmos para as especificidades da terra para qual estamos planejando (projetando).

8º – Integrar ao invés de segregar

O oitavo princípio do planejamento permacultural nos convida a refletirmos sobre o velho conceito de independência. Será que é isso que buscamos no design permacultural?

9º – Use soluções pequenas e lentas

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.

10º – Use e valorize a diversidade

Quem tem pressa, além de comer cru, dá um monte de mancada nos seus afazeres, não é mesmo? O nono princípio do planejamento permacultural reforça que os sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que os grandes, fazendo melhor uso dos recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.