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Jardim Agroecológico

O Jardim Agroecológico é orgânico, regenerativo, sem venenos ou insumos químicos. Considera o ser humano parte integrante da natureza e segue os princípios da permacultura e agroecologia: cuidar da terra, cuidar das pessoas, compartilhar saberes e colheitas, cuidar do futuro.

Quando Andrea Pesek chegou na sua nova morada no ano de 2017, encontrou no quintal um gramado triste, a terra seca e compactada. Decidiu então dedicar-se a transformar aquele quintal num oasis de abundância utilizando-se de todo o conhecimento que adquiriu em anos de regeneração de espaços públicos e nascentes urbanas como a Praça da Nascente, Horta das Corujas, Nascentes do Iquiririm, Nascentes da Jóia entre outras.

Cultivar um jardim que imita os processos da natureza é curar um pedacinho do planeta. Os pedacinhos somados resultam no mundo abundante que sonhamos juntos. O que permanece para além da nossa existência? Que memória iremos imprimir em nossa passagem pela Terra? Criar um jardim agroecológico é uma forma de manifestar nosso desejo de permanência da vida.

Hoje, o jardim de 250 metros quadrados abriga mais de 300 espécies de plantas harmoniosamente misturadas, como picão, serralha, bertalha, capuchinha, milho, abóbora, buva, trapoeraba, almeirão selvagem, dente de leão, centelha asiática, ora pro nobis, feijão mangalô, feijão gandu, tabaco selvagem, taioba, gengibre, cúrcuma, mamona, mamoeiro, bananeira, pitangueira, muitas ervas e muitas flores. 

Andrea realiza vivências bimestrais no Jardim Agroecológico, oferece consultoria presencial para quem quer transformar os seus quintais em jardins agroecológicos e eventualmente seus serviços de jardinagem. Como sabe que não pode cuidar de todos os jardins do mundo, ela se dedica em transmitir os seus conhecimentos e capacitar o máximo de jardineiros agroecológicos que puder.

De jardim em jardim a floresta vencerá o asfalto.

A água da chuva é a guia do desenho do Jardim Agroecológico.

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Casa Autônoma

A Casa Autônoma é um novo conceito de residência: uma casa que aproveita a luz do sol para gerar energia elétrica, a água da chuva para abastecimento o ano todo, trata seu esgoto reaproveitando a água e gerando gás para a cozinha, em suma, uma casa que na sua melhor performance, não depende de concessionárias.

A idéia do projeto surgiu em 2014 durante o início da “crise hídrica” que deixou bairros inteiros da cidade sem abastecimento de água durante vários dias consecutivos. As torneiras secas motivaram o Vinicius Pereira a realizar os primeiros rascunhos da casa autônoma, que inicialmente contemplavam somente a autonomia hídrica. Foi após a conclusão do seu PDC (curso de design em permacultura) que o primeiro desenho completo do conceito foi para o papel. 

O objetivo do conceito Casa Autônoma é oferecer aos seus habitantes opções de escolha, rumo a uma vida mais sustentável, respeitosa com o meio ambiente. Autonomia portanto não quer dizer independência. Quer dizer produção de abundância e gestão eficiente dos recursos disponíveis. Uma residência autônoma pode captar toda a água que necessita para o seu consumo humano, ou somente para o consumo das suas plantas. Pode gerar energia elétrica para atender as demandas locais ou, conectada à rede, pode distribuir o excesso de energia produzida e atender a outras casas parceiras.

autonomia não quer dizer independência, mas poder de escolha.

Entendendo a casa como um organismo vivo, identificamos 5 principais fluxos energéticos a serem atendidos:

  1. gestão dos resíduos sólidos
  2. captação de água de chuva, saneamento e reúso
  3. geração e armazenamento de energia elétrica
  4. produção de biogás
  5. produção de alimentos, fármacos, cosméticos e produtos de limpeza naturais

Atender a todas essas necessidades da casa requer um planejamento permacultural eficiente, integrando uma série de tecnologias sustentáveis como as cisternas, filtros biológicos, biodigestores, sistemas fotovoltáicos e de aquecimento solar da água, composteiras, hortas em caixotes, sistemas de hidroponia, enfim, uma série de técnicas interconectadas que procuram reproduzir ciclos fechados, imitando os padrões da natureza.

Mas para conseguir produzir em abundância e realizar uma gestão eficiente dos recursos disponíveis, não é necessaria somente tecnologia: a parte mais importante do projeto é a reprogramação dos hábitos de consumo dos seus habitantes, não se fazendo necessaria portanto nenhuma reforma para começar a viver autonomamente.

 

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Mobiliário Urbano: Sombra e Água Fresca

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Visão superior
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Desenvolvido para o concurso BatataLab 2015 no tema Sombra, o projeto do Permacultores Urbanos prevê uma geodésica de metal como estrutura para a captação da água da chuva e para espaço de convivência em meio a um local quente, impermeável, seco e sem sombras, o Largo da Batata, em São Paulo capital.

Mesmo não tendo sido comtemplados com o prêmio, o coletivo acredita que a idéia pode ser aplicada como uma boa opção para espaço de convivência coletiva e como fornecedor de água para a rega em áreas urbanas ou rurais sem superfícies próximas de captação (telhados ou lajes). Abaixo o projeto:

Introdução

O projeto Sombra e Água Fresca é um mobiliário de caráter permanente que se propõe a solucionar dois problemas do Largo da Batata: a escassez de áreas de sombra e a inexistência de uma fonte de água para rega das áreas verdes e dos jardins recentemente instalados.

A proposta, então, é a instalação de uma estrutura geodésica que servirá a uma dupla função: criar uma área de sombra que seja, ao mesmo tempo, uma superfície de captação de água da chuva, que será direcionada a uma cisterna de 2.500 L no centro do mobiliário. A sombra, aliada à presença de umidade no interior da estrutura terá a capacidade de reduzir a temperatura em relação ao ambiente externo, criando uma sensação de frescor.

Descrição:

O mobiliário será composto pelas seguintes partes:

  1. Um domo geodésico de 8 m de diâmetro e cerca de 5 m de altura, feito de barras de ferro galvanizado.
  2. A cerca de 3 m de altura, afixaremos uma cobertura circular feita em tecido impermeável, com leve inclinação em direção a um orifício central, para onde será direcionada a água da chuva. O tecido a ser utilizado é um nylon 70 emborrachado, comumente utilizado na fabricação de barracas e com algumas opções de cores, criando um efeito estético semelhante ao de uma lona de circo ou guarda­chuva invertido. O tecido será preso à estrutura geodésica e tensionado por meio de cabos de aço e ilhoses. A área total da tenda terá cerca de 35 m2, proporcionando a correspondente área de sombra com o sol a pino (e maiores pela manhã e à tarde) e um potencial de captação de chuva de aproximadamente 28.000 litros / ano, considerando a área de superfície de captação e o índice pluviométrico local.
  3. No centro da geodésica, apoiada em uma estrutura piramidal feita com blocos de concreto, ficará a caixa dágua de 2.500 L, que receberá toda a água de chuva direcionada para o centro da tenda. Nos degraus ao redor da cisterna, haverá plantas e regadores à disposição dos usuários.
  4. No espaço interno da geodésica, colocaremos cerca de 12 banquinhos de madeira modulares, para que os usuários possam organizá­los livremente de acordo com os usos necessários.
  5. Nos limites da estrutura geodésica, colocaremos vasos com plantas trepadeiras, que ao crescerem ampliarão a área interna de sombra, liberarão mais umidade consequentemente abaixando a temperatura interna. Enquanto aguardamos o crescimento das trepadeiras, cobriremos as laterais da geodésica com sombrite, para diminuir a insolação no período da manhã e da tarde, quando o sol incide de forma oblíqua.
  6. Por fim, equiparemos a estrutura com alguns instrumentos medidores, como: a) uma biruta no topo da geodésica para medir a direção do vento; b) um termômetro no interior e outro no exterior da estrutura, para comparar as temperaturas de dentro e de fora; c) um higrômetro no interior e outro fora da geodésica, para comparar a umidade do ar; d) um pluviômetro do lado externo da geodésica, para medir os milímetros de chuva mensalmente, relacionando com o volume de água reservado na cisterna.

Usos potenciais

A dupla função do mobiliário se desdobra em múltiplas possibilidades de uso:

Em primeiro lugar, ele se tornará um ambiente mais hospitaleiro aos transeuntes em dias de sol e calor, criando uma espécie de oásis ­ uma ilha com sombra e umidade no meio do Largo da Batata. Acreditamos que o espaço também se revele adequado para a realização de reuniões e oficinas. A instalação do mobiliário é vista pelo coletivo Permacultores Urbanos como uma possibilidade de criar um ponto para cursos e oficinas sobre permacultura urbana, ampliando assim a vocação do Largo da Batata para a articulação de iniciativas socioambientais.

Para ampliar o efeito estético da instalação bem como sua relação com os jardins do entorno, propomos também que o espaço seja utilizado como um mudário, ou seja, um local de doação e troca de mudas de plantas, que ficarão dispostas nos degraus do móvel que apoia a caixa d’água, ao seu redor. Os usuários poderão levar mudas para casa, deixar outras para doação, e também ajudar a regar as que estiverem no local. Essas mudas, bem como a água da cisterna, também poderão abastecer os jardins locais.

Por fim, gostaríamos de criar no interior da geodésica murais onde todos poderão afixar cartazes, avisos, convites etc, criando um ponto local de comunicação.

Sinalização

Em alguns pontos do mobiliário, colocaremos placas, produzidas em gráfica, orientando os usuários quanto a seu uso, por exemplo: como doar e pegar mudas; como regar as mudas; onde estão os jardins da batata; sinalização dos instrumentos de medição.

Possibilidades de ampliação

Após a instalação do mobiliário, planejamos dar continuidade ao desenvolvimento de seu potencial pleno, testando algumas de idéias e aberto a novas que surgirão: 1. Instalação de placas fotovoltaicas e baterias; 2. Instalação de um roteador wifi; 3. Disposição de tomadas para carregar celulares e laptops; 4. Instalação de um mictório seco nas imediações; 5. Instalação de redes de dormir.

Responsáveis pelo projeto:

Mariana de Toledo Marchesi

Roberta Moraes Curan

Vinicius Pereira

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