Kit de hidrogênio funciona?

Confira 5 dicas importantes para fazer seu carro aceitar um kit de hidrogênio veicular. Por HHO Experts.

A maioria das pessoas que instalam kits de hidrogênio veicular comprados pela internet se decepcionam com os resultados. Apesar de se tratar de uma tecnologia muito simples, a “aceitação” do gás HHO no carro vai depender de uma série de variáveis. Neste post você vai conhecer 5 dicas importantes para obter sucesso numa instalação básica para o seu carro afim de gerar uma média de 30% de economia de gasolina/álcool/diesel/GNV.

1 – a escolha do kit ideal

Para obter bons resultados na economia de combustível e na redução da emissão de poluentes, é muito importante montar (ou comprar pronto) um kit HHO que atenda às necessidades do seu carro. Cada motor exige uma quantidade de gás, portanto é importante que o reator produza o suficiente para atender às necessidades do seu motor. Seu kit deve conter:

  • reator adequado para a cilindragem do seu carro
  • reservatório de água com borbulhador
  • filtro secante
  • válvula anti-chama
  • mangueiras adequadas
  • fios de no mínimo 6mm (10mm ou mais se o reator estiver distante do motor. ex: porta malas)
  • PWM* (opcional)
  • módulo** (opcional)

*O PWM (power manager) serve para controlar a corrente (amperagem) do reator e portanto a quantidade de energia que chegará até a água, definindo portanto a quantidade de gás a ser gerada. Há quem diga se tratar de um ítem obrigatório, mas também há a turma que prefere definir a quantidade de gás trabalhando somente com a concentração do eletrólito na água.

*** IMPORTANTE ***

Caso você decida comprar um kit pronto ao invés de montar o seu, procure um fabricante próximo a você, de preferência que você possa conhecer pessoalmente e que possa oferecer suporte na instalação e manutenção do sistema. Dentro do grupo HHO Experts há diversos fabricantes de kits, provenientes de vários lugares do Brasil. Aprenda como instalar um kit de HHO neste link.

2 – a instalação de forma correta

Um erro comum é a admissão do gás longe da entrada da TBI do carro. Quanto mais próxima à entrada da TBI melhor. Há quem adicione ao seu kit mesclador de gases, como os usados pelos kits de GNV, mas um furo na entrada de ar bem próximo ao TBI em geral resolve o problema.

O local da instalação do reator também influencia a eficiência. Geradores instalados próximos à locais muito quentes no carro (como o radiador) tendem a super aquecer e perder eficiência. Longas distâncias de mangueiras também não são recomendadas.

Importante também atentar-se à valvula anti-chama. Reatores pequenos tendem a ter dificuldade em empurrar o gás através delas, gerando acúmulo de gás no borbulhador.

3 – gere somente o HHO necessário

Muito volume de gás não significa economia, pois requer uma corrente (amperagem, no jargão popular) muito alta. Em outras palavras, você vai usar muito da energia do carro para gerar energia elétrica para realizar a eletrólise, o alternador “fica pesado” e com isso você vai gastar mais gasolina ao invés de economizar.

Segundo as pesquisas que conhecemos, você precisa de somente 350ml de hidrogênio por minuto para gerar economia numa faixa específica de torque. Ou seja, na estrada, enquanto você mantiver o pedal na faixa de torque regulada,  poderá obter grandes resultados de economia. Temos relatos de gente que consegue dobrar a autonomia do carro nessas condições ideais.

4 – use uma boa solução eletrolítica

Existem vários sais e ácidos que podem ser misturados à água para se preparar a solução eletrolítica. Alguns deles, apesar de eficientes na produção de gás, podem gerar problemas de corrosão nas mangueiras do motor além de poluirem o meio ambiente. Os mais comuns são soda caustica (NaOH) e a soda potássica (KOH). O carbonato de sódio (Na2CO3) também funciona, tendo a grande vantagem de não ser corrosivo.

O grupo HHO Experts desenvolveu uma fórmula para eletrólito que tem dado bons resultados. Aprenda a receita de eletrólito neste link. Se você preferir comprar pronto, siga o link do produto no ML.

Com uma solução eletrolítica bem preparada é possível controlar a quantidade ideal de gás para o seu carro sem o uso de um PWM.

Para se medir a produção de gás para definir a quantidade ideal de eletrólitos adicionados à água é recomendado fazer o teste da garrafa. Aprenda a fazer neste link.

5 – para melhores resultados, use um módulo

A utilização de um módulo serve para estabilizar os sinais de sonda e map do veículo, evitando que as alterações provocadas pelo HHO modifiquem os parâmetros adaptativos da ECU, fazendo com que a economia seja perdida. Há carros que aceitam bem o gás HHO sem módulo. Para os demais a utilização do módulo se faz necessária.

Existem alguns módulos fabricados no Brasil pelos integrantes do HHO Experts, como o MobSave, o EFIE da HHOBR, entre outros.

Li tudo e não entendi nada!

Se ao término da leitura deste post você continua boiando no assunto, realize a sua instalação com um especialista. Pequenos detalhes da instalação podem fazer toda a diferença na obtenção de resultados. Se seus conhecimentos forem intermediários ou avançados e você ainda possuir dúvidas, consulte a turma do HHO Experts no grupo de WhatsApp:

https://chat.whatsapp.com/6j8ZuJr3PF6F3Gg9QgCu6X

OBS: este texto foi escrito e revisado de forma colaborativa por membros do grupo HHO Experts. Agradecimentos especiais para os colaboradores: Paulo Salgado (Vitória, ES), Marcelo Santos (Serra, ES), Gustavo Dienstmann (RS), Arthur (MS) e Vinicius Pereira (São Paulo, SP).

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