Banheiro Seco Urbano

Primeiro protótipo de banheiro seco urbano: Caixa de serragem, vaso sanitário e coletor de urina

Primeiro protótipo de banheiro seco urbano: Caixa de serragem, vaso sanitário e coletor de urina

Logo depois do cafezinho ou suco de laranja matinal lá vamos nós ao banheiro, sentamos no assento, defecamos, apertamos a descarga e ufa, estamos livres de uma das coisas mais repugnantes para a sociedade contemporânea: as nossas fezes.

Hoje encaramos o nosso cocô como um problema e, da forma como lidamos com ele, de fato, temos um problema grave. Vamos a uma pequena historinha:

Era uma vez um bocado de nutrientes que estavam no solo. Com ajuda da água e do sol, a plantinha se apropriou daqueles nutrientes provenientes do solo e virou comida. Vem o homem, come a plantinha e, ao invés de devolver os nutrientes para o solo e fechar o ciclo, não o engenhoso homem faz diferente: vai buscar água potável a quilômetros de distância (cerca de 40% é perdida no caminho em vazamentos), canaliza esta água até os centros urbanos e então despejamos todo o excesso de nutrientes nesta água, a partir de então, poluída. Esta água poluída acaba com a vida nos córregos, depois dos rios e dos oceanos.

Ao invés de enxergá-las como problema, já há quem veja nossas fezes como uma solução. Já há uma empresa em São Paulo que está compostando fezes humanas e locando banheiros secos ao invés de banheiros químicos para eventos.

A WseCo aluga cabines ou banheiros portáteis, recolhe os tonéis cheios e troca por limpos. No seu depósito em Interlagos eles compostam o material por um período de 18 meses. Feitos todos os devidos testes comprovando a inexistência de patógenos, o adubo pode ser usado para produção de alimentos, paisagismo etc.

O negócio tem um potencial de crescimento enorme, uma vez que numa megalópole como São Paulo produz centenas de toneladas por dia de dejetos humanos. Aguardemos os resultados!